Casamento na chuva

 

Re e Dani

Praia do Rosa - SC

Sempre é a noiva que fala do casamento né? Tipo isso é o mais comum certo? Dessa vez quem vai contar essa história é o Dani.

Acho melhor vc dar play agora, pq o Dani ficou empolgado !!! Eu que os noivos tem muito o que falar né? 

 

Esse dia foi louco. E estressante. E lindo, inesquecível, sensacional, extraordinário, cansativo, desanimador, animador. Não existem palavras pra descrever a montanha russa de emoções que passou na minha mente e na mente da Renata no dia 20 de agosto.

Nossas esperanças para um casamento ao ar livre iam desaparecendo no mesmo ritmo que a previsão do tempo ia piorando durante a semana do casamento. Todo aquele planejamento realizado, ficar com os amigos e familiares numa pousada desde sexta à noite, casar sábado ao entardecer na beira da praia com a vista sensacional do Rosa, dançar a noite inteira e finalizando com um luau na praia vendo o nascer do sol no mar. Nossas expectativas estavam lá em cima e foi como se entrássemos naquelas banheiras de gelo. Previsão de temporal para o sábado. "Mas calma, ainda há esperanças, previsões do tempo sempre mudam", diziam as cerimonialistas ao mesmo tempo que tentávamos nos convencer disso.

Deus parece que brincou com a gente quando no sábado amanheceu um dia com sol entre nuvens, mas ainda assim ensolarado. A manhã inteira passamos na indecisão, será que a previsão se cumpriria? Não era melhor montarmos tudo no salão onde seria a festa e improvisar a cerimonia? Não sabíamos o que fazer, estávamos perdidos.

A cerimônia estava marcada para as 15:30. Perto do meio dia, o sol se esconde e o que era uma leve garoinha começa a apertar. O que fazemos? Começa a bater o desespero, precisamos tomar uma decisão. No meio de tanto frenesi nosso, uma voz serena, tranquila e sábia disse: mano, fica sussa, já fiz um casamento aqui no Rosa com chuva! Nisso o Rafa puxa o celular e nos mostra fotos de um casamento que ele havia feito no local e nos dá a ideia genial: sombrinhas! Como não pensamos nisso? Fazemos uma conta rápida: 150 convidados, 2 por sombrinha... Precisávamos de cerca de 80 sombrinhas pra fazer acontecer. E dale correria pra tentar falar com a cerimonialista que fez o casamento pra ver se ela havia ficado com as sombrinhas. Nada. Montamos uma força tarefa, amigos e parentes rodaram por 3 cidades e enfim conseguiram as sombrinhas, de várias cores, tipos e tamanhos, mas conseguiram.

Nisso, já estávamos atrasados, coração na boca, será que vai dar certo? O que era uma chuva começa a ensaiar um temporal, a brisa toma cara de vendaval e em nossas cabeças só passava um pensamento: estragamos o nosso casamento! Mas novamente aquela voz serena, tranquila e sábia dizia: "tá irado, tá demais!" Distribui as sombrinhas pros convidados, seca as cadeiras da chuva, leva os convidados, apreensão total. Pessoal se aperta tentando se esconder da chuva, entram os padrinhos, entra o noivo. Momentos de tensão, começa a marcha nupcial, a noiva está vindo. Ela demora, a marcha repete, algo deve ter acontecido.

Alheia a toda a confusão das sombrinhas estava a noiva. Antes do tempo virar ela já havia se trancado com as madrinhas e as mães para se arrumar. Foto vai foto vem, ela começa a ver o tempo ficar feio. Recebe uma ligação do noivo: "temos certeza do que vamos fazer?" Certeza? A essa altura do campeonato nem o "sim" estava 100%! Mas aquela voz serena, tranquila e sábia dizia: "Fica tranquila Re!" Mantemos o planejamento, apesar do tempo vamos fazer lá fora. Faz os ajustes finais, solta o cabelo, coloca o véu. Vamos. Começa a caminhada, a chuva não está tão fraca, o medo aperta, chega na porta. Momentos de tensão, começa a marcha nupcial, a noiva está vindo. Ela demora, a marcha repete, algo deve ter acontecido. "Aí meu Deus, ajeita essa cauda pra eu entrar!!"

A marcha já começava a terceira repetição e os nervos estavam a flor da pele. O vento frio ameaçava levar as sombrinhas. De repente a porta se abre. Lá está ela. Todos parame parece que o tempo também pára. Ela está linda, brilhando em meio ao dia cinza, majestosa. Ela entra rindo, olha para mim e vê que estou aos prantos. Ri mais, ela já sabia que eu estaria chorando.

Fazemos uma cerimônia rápida, corta isso é aquilo, "vamos tirar os convidados da chuva!" O pastor olha para o relógio, "acho que vou ter que ser mais rápido", riso amarelo. Toda a tensão do momento parece que fez toda a cerimônia passar muito rápido. Chega a noiva, as alianças, pulamos os votos, vamos fazer no salão, trocamos as alianças, palavra do pastor, pode beijar a noiva, fim de papo, vamos para o salão! Na saída, somos alvejados por uma chuva de pétalas e de arroz jogados com um misto de alegria e vingança por temos deixados nossos amigos no frio. Aquele nervosismo pelos convidados sede lugar ao alívio de ver que aqueles nossos amigos e irmãos estão conosco no sol ou na chuva e se alegraram conosco apesar das condições climáticas. Pra fechar com chave de ouro, beijo na saída do corredor, sombrinhas apontadas, chuva de arroz, pétalas e lágrimas, clique perfeito, foto de jornal.

Corremos para sessão de fotos. Rápida e precisa, nos fundos da cabana onde a noiva se arrumou, Rafa tira leite de pedra e faz fotos sensacionais. Volta pra cabana, é preciso secar o vestido da noiva antes de ir para o salão. Momentos de tensão. Será que o vestido está inteiro? Será que deu tudo certo? Alguém ficara chateado/irritado/doente? Vontade de não entrar no salão começa a aparecer, de não encarar os convidados, "todos molhados e emburrados", pensávamos.

O pastor faz uma visita providencial, acalma nossos corações, nos lembra que todos ali nos amam e se alegraram conosco. Os ânimos são restaurados. Terminamos a arrumação e vamos para o salão. Somos recebidos com o amor e carinho de todos, fazemos os votos e todos choram conosco. Fazemos o brinde e todos brindam conosco. Abrimos a pista e todos dançam conosco. Dançamos e pulamos até de madrugada. Rimos, pulamos, rodamos, nos alegramos. Tudo foi inesquecível. Nada foi do jeito que pensávamos e ainda assim foi maravilhoso. Deus não estava brincando conosco, estava nos ensinando a depender Dele.

Já no final da festa, Rafa nos puxa e diz " quero fazer umas fotos com vocês, chamem seus amigos". Agitamos o máximo de pessoas que conseguimos, juntamos todo mundo na pista, seguimos as instruções do Rafa: casal no centro, o resto em volta com as mãos levantadas. Começamos a bater as fotos. Olho nos olhos da minha recém esposa, alívio nas minhas palavras, "casamos...". Esse dia foi louco.

O que falar desse Rafa que conhecemos há tão pouco tempo e já consideramos pakas?

Desde nosso ensaio pré-wedding, nos identificamos muito com o Rafa. A paixão dele pela fotografia, por buscar cenários diferentes, por tentar transformar sentimentos em imagens, foi algo que nos contagiou e nos ajudou a nos soltarmos. "Assim fica fácil modelar".

No dia do casamento, todo o pessoal da equipe (Rafa, Diogo, Laís e Rebeca, esposa do Rafa) foram sensacionais, nos fazendo rir nos momentos de estresse e tirando pérolas de momentos aparentemente corriqueiros. Foi do Rafa a iniciativa de mantermos o casamento ao ar livre, sempre nos encorajando e passando tranquilidade e nos acalmando dizendo que as coisas iam dar certo.

E como deram. O resultado das fotos foi sensacional. Nunca duvidamos de seu talento, mas sempre nos surpreendemos com seu trabalho. Toda vez que olhamos para uma das fotos lembramos o por que de termos escolhido ele para fotografar nosso casamento. Seu estilo completamente diferente do tradicional trás todo um sentimento único para as fotografias. E de bônus ainda conhecemos esse cara tão sensacional como pessoa, super parceiro, engraçado, com uma empolgação contagiante! Foi um privilégio enorme conhecer ele!

 

Agora é minha vez Dani, vc falou muito cara !!! Como foi fotografar esse casamento na chuva:

Frio pra caraca hahaha, já tinha fotografado casamentos onde começou a garoar no meio da cerimônia, agora, CHUVA de verdade foi a minha primeira vez. Não tinha como secar a lente, vocês vão ver que algumas fotos tem pingos de chuva na lente. Tb tivemos que usar sacolas de supermercados ( foto no final do post, vai rolando que vc vai achar haha ) para proteger as cameras. Na cerimônia não teve como eu usar duas cameras ( sempre uso duas D750 uma com uma 35mm outra com uma 85mm), tive que usar apenas uma por causa da chuva, então para eu não ficar limitado com uma lente fixa optei por uma lente de kit, 24-85. Noivas isso é papo de fotografo hahaha, desculpa se vcs não intenderam.

 

Gostaria de agradecer 3 pessoas em especial:

 Rose, desde 2013 vc e sua equipe tem sido fundamental para minha formação profissional, agradeço de todo o meu coração o carinho e o cuidado que vcs tem por mim e pela minha equipe.

Diogo, vc é um cara que vai voar alto, admiro vc e o seu trabalho, sou fã mesmo, obrigado por ter aceito o meu convite, fiz questão de postar suas fotos nesse post.

Lais, wowwwwwww vamos lá hahah. Uma fotografa que virou noiva, umas noiva que virou "cliente", uma cliente que virou amiga. Obrigado por tb ter aceito o convite, foi um prazer ter vc lá na chuva hahaha, seu olhar é LINDO, tb fiz questão de compartilhar suas fotos nesse post. O Matheus maridão da Lais tem um blog que é irado, inspiração master.

 

Eu agradeço a sua visita no meu blog, lá no final tem a lista do DREAM TEAM dessa aventura.

Proteção profissional contra chuva para sua camera, como fazer?

Pega uma sacola, faça um buraco para a lente e pronto, pode ir até debaixo das Cataratas do Iguaçu que da certo. #sqn

 

Agora com vocês o DREAM TEAM desse casamento :

 

Cerimonial: Carol Weber

Produção e decoração: Luciana Mazzini

Buffet: SD Gastronomia esse caras são D+ !!!!

DJ: Luciano Devitt

Celebrante: Pastor Rafael Gomes

Música da cerimônia: Edu e Jô

Bolo: Claudia Pierri

Doce: Magda Pauli

Filmagem: Otavio Buzatta

Fotografia: Rafa e quem me ajudou foi a Lais e o Diogo

Vestido: Atelieria

Cabelo/make: Kessy Bonfante

Local: Fazenda Verde By Neco

rafael fontana

Rafael Fontana fotografia , 2335 Avenida Gil de Abreu e Souza, Royal Park Residence & Resort, PR, 86058